terça-feira, 4 de novembro de 2014

Trem da vida (Luan Santos)

Estamos todos no mesmo trem
Rumo à única estação
Uns se afastam, outros vêm
Outros até mudam de vagão

De um encontro casual
Uma linda amizade pode nascer
Por um motivo banal
Tudo pode se perder

Quanto maior o desencontro
Mais sentimos saudade
Por mais que alguns encontros
Nem causem tanta felicidade

O que é saudade, afinal?
É mais que sentir falta
E menos que vazio

Enfim, o mais importante
É não nos deixarmos consumir
Por esse sentimento sufocante
Que pode até nos destruir

Sei o quanto é difícil
Mas confiemos no manobrista
Que faz possível o impossível
Como num belo ato de malabarista
LUAN SANTOS FIGUEIREDO

sábado, 9 de novembro de 2013

Sociedade "moderna": Onde foi que nos metemos?

  Muito se fala sobre o “modernismo” dentro da sociedade. A ditadura do homossexualismo, o racionalismo exacerbado (levando ao extremo da perda da Fé), a legalização de drogas como a maconha, a legalização do aborto, e muitas outras patologias que encontramos em nosso dia-a-dia. Bem, que vivemos tempos difíceis marcados por inúmeras anomalias, isso é indiscutível, mas, ao invés de algo “moderno”, na verdade, estamos diante de algo muito retrógrado.
  Primeiro, devemos nos questionar: de onde vêm todos esses ideais que dominam a nossa atualidade? Da Grécia e da Roma antigas. Quer prova maior de que estamos retroagindo? Ora, o ser humano decidiu, desde o iluminismo, voltar à passos largos no tempo, para épocas antigas. Simplesmente, saímos da Idade Média para a Grécia Antiga, ou seja, voltamos de meados de 1500 d.C. para o ano 1100 a.C., os bons de matemática façam os cálculos de quantos anos há nesse intervalo para sabermos quão estúpidos nós fomos.
  E quais as consequências de nossa idiotice? Uma sociedade altamente patológica e autodestrutiva, que, pela falta de limites, tende à extinção. Aborto, homossexualismo, destruição da família, destruição da moral cristã, legalização das drogas, relativismo. Esses são apenas alguns dos tantos outros problemas que nos metemos. Agora, salve-se quem puder.
LUAN SANTOS FIGUEIREDO

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Consilium (Luan Santos)

O tempo corre veloz
E se ele acabar?
Impiedoso algoz
Nunca vai voltar

Cada palavra não proferida
Cada atitude censurada
Cada tristeza mantida
Cada mágoa guardada

Nada importa no fim
Apenas o ressentimento vai ficar
De cada “não” ao “sim”
Apenas vontade de mudar

Refaça a história
Enquanto ainda pode
Pois quando chega a morte
O tempo recebe sua glória

E ai, tudo o que resta
São os ressentimentos
Amargos ressentimentos
LUAN SANTOS FIGUEIREDO

sábado, 28 de setembro de 2013

Onde estou? (Luan Santos)

Acordo de um pesadelo
E me pergunto onde estou
Meu suplício, meu apelo
O que aconteceu? Quem eu sou?

Tudo pareceu tão terrível
Cada dor, cada sofrimento
Como se eu fosse desprezível
E meu coração, gélido e sem alento

Onde eu fui parar?
Por que estou assim?
O que deixei de falar?
Por que estou longe de mim?

Não me reconheço mais
O pesadelo foi tão real
Cadê o meu cais?
O que acontece no final?

Estou perdido no que me tornei
Mas, o que me tornei afinal?
Como, tudo, eu arruinei?
Cadê a luz angelical?

Sinto que estava morto
Ou, simplesmente, tive um pesadelo horrível
Não sinto mais o conforto
Soletrando o improferível


Onde estou?
LUAN SANTOS FIGUEIREDO

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Momentos, lembranças, você (Luan Santos)

Não consigo mais te esquecer
Foi tudo tão forte e intenso
A imensa imensidão do sentimento
Ainda me traz lembranças de você

Moro em meu estranho mundo
Sufocado por paradoxos e antíteses
Uma realidade metaforicamente complexa
Onde o amor se torna profundo

Ainda ressoa em minha mente
A combinação de acordes perfeita
Como os desenhos nas asas da borboleta
Uma música, o que se sente

São as rimas repetidas
Que dominam minha vida
Pois são as lembranças
Que me lembram
De não esquecer
Você
LUAN SANTOS FIGUEIREDO

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Inconsciente dor (Luan Santos)

O mundo é mais que uma esfera
A vida é mais que sensação
Talvez, não sei, quem dera
São expressões do coração

Ora, mas em meio à incerteza
Da carência transvestida
Resta pouca sutileza
Na verdade já vivida

Onde prevalece tanta mágoa
O ser do poeta sofredor
Faz tempestade em copo d’água
E se entrega a toda dor

Atrás de cada linha versificada
Existe um turbilhão de sentimento
Uma realidade assassinada
A vivência de um utópico momento
LUAN SANTOS FIGUEIREDO

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Preocupação (Luan Santos)

Às vezes, a vida parece um labirinto
Escuro, não conseguimos ver saída
Dar errado parece que é instinto
De todas as atitudes que o mundo abriga

Seria isso o tal efeito borboleta?
Não sei se tem alguém feliz na China
Ou será, a tristeza, nossa faceta?
Pois vejo triste uma linda menina

Onde, um sorriso, se deve abrigar
Vejo, em seu lugar, marcas de aflição
Ou, talvez, apenas um momento singular

Quem sabe seja hora da faxina no coração
Colocar cada coisa em seu devido lugar
Assim, felicidade volta e adeus tribulação
LUAN SANTOS FIGUEIREDO